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Bolsa ignora pessimismo global, sobe mais de 1% e fecha em 188 mil pontos
Resumo:Investidores seguem dando destaque a pesquisas indicando cenário eleitoral competitivo
Investidores seguem dando destaque a pesquisas indicando cenário eleitoral competitivo
Os principais indicadores do mercado financeiro no Brasil inverteram sinal e passaram a operar no campo positivo nesta quinta-feira (10), apesar do clima negativo no cenário global e decisões sobre juros no radar dos investidores.
Investidores aguardam nova pesquisa eleitoral nesta sessão, após os últimos levantamentos indicarem uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) para o Planalto.
“Depois de Quaest e BTG/Nexus mostrarem uma disputa praticamente empatada, o mercado quer saber se a tendência se confirma”, afirmou o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso.
A reação mais positiva das ações ao noticiário sobre a corrida tem como pano de fundo a percepção de parte do mercado de que uma mudança em Brasília resultaria em uma política fiscal mais disciplinada a partir do próximo ano.
“A bolsa reverteu o sinal e passou a subir após a pesquisa Intel na parte da tarde, que mostrou a oposição subindo nas pesquisas, o que ajudou também a puxar a PETR4 para mais de 1% de alta seguida dos Bancos com destaque para BBAS3 com mais de 2% de alta. O mercado vê Flavio mais próximo de Lula no segundo turno com a expectativa que consiga criar uma política fiscal mais responsável com as contas públicas. E isso favorece a bolsa”, avalia Josias Bento, especialista em Investimentos e sócio da GT Capital.
“As ações que mais sobem no dia de hoje são as mais sensíveis a queda de juros como empresas dos setores de varejo, construção civil e os Bancos, já que com a oposição no poder se espera um maior controle fiscal. Entre essas empresas que se beneficiam e se destacam no positivo, estão ASAI3, MGLU3 e HAPV3”, destaca.
O dólar caiu 0,2% ante o real, cotado a R$ 5,1013. Na véspera, a divisa norte-americana encerrou com alta de 0,44%, aos R$ 5,111.
Já o Ibovespa disparou 1,42%, retomando os 188 mil pontos, apoiado principalmente pelo avanço de ações de bancos.
Poupança registra saída líquida de R$ 10,6 bi em agosto, diz BC
BCE sobe juros na zona do euro em meio à pressão por guerra no Irã
Setor de serviços tem resultado abaixo do esperado em julho
- Petróleo acima de US$ 100
- BCE sobe juros
Os preços do petróleo estenderam nesta quinta-feira, com o barril acima de US$ 107 em meio à renovação das tensões no Oriente Médio e o temor de impactos no abastecimento energético.
Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para novembro, fechou em alta de 6,34% (US$ 6,42), a US$ 107,63 o barril.
O petróleo WTI acompanhou o Brent, avançando 6,7% (US$ 6,43), a US$ 102,48 o barril, na Nymex (New York Mercantile Exchange), seu maior valor em três meses.
Os houthis, alinhados ao Irã, assumiram nesta quinta-feira o controle da histórica cidade portuária de Mocha, segundo quatro fontes militares do governo do Iêmen. O grupo ampliou sua influência sobre o estreito de Bab el-Mandeb, uma das principais rotas marítimas do mundo.
Os houthis também lançaram ataques contra as estratégicas ilhas de Hanish, no Mar Vermelho, segundo fontes do governo ouvidas pela Reuters. Forças governamentais e seus aliados estão se deslocando para o sul, em direção a Dhubab, cidade localizada diretamente no estreito, do outro lado da ilha de Perim.
Nos últimos dias, houve uma escalada nos combates entre os aliados da Arábia Saudita no governo internacionalmente reconhecido do Iêmen e os houthis. O conflito abre uma segunda frente de guerra na disputa envolvendo o Irã e ameaça o fornecimento global de energia.
O BCE (Banco Central Europeu) elevou as taxas de juros pela segunda vez neste ano, em uma medida amplamente sinalizada na quinta-feira, na esperança de conter uma alta da inflação impulsionada inteiramente pelos custos mais elevados de energia decorrentes da guerra contra o Irã.
A autoridade monetária elevou a taxa em 0,25 ponto base, a 2,5%, conforme esperado pelo mercado. O patamar passa a valer a partir de 16 de setembro.
A disparada dos preços do petróleo e do gás natural elevou a inflação para bem acima de 3% na zona do euro (composta por 21 países) no mês passado, superando em muito a meta de 2% do BCE.
Mais cedo, dados do PPI, o índice de preços ao produtor, dos EUA mostrou números próximos da expectativa em agosto. Na passagem de julho, o indicador da inflação subiu 0,4%, enquanto em 12 meses o resultado ficou em avanço de 5,4%.
Apesar de os dados virem próximos do esperado, o mercado mantém a aposta de alta dos juros pelo Fed na próxima semana, a primeira desde 2023, em meio à pressão gerada pela alta dos preços com a guerra no Irã.
A expectativa por juros mais altos nos EUA pressionaram contra o movimento das bolsas internacionais.
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