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Juros futuros sobem com alta do petróleo e cautela com dados de inflação
Resumo:Mercado também aguarda a divulgação da ata do Copom e do IPCA de julho na terça-feira (11)
Mercado também aguarda a divulgação da ata do Copom e do IPCA de julho na terça-feira (11)
As taxas dos contratos futuros de DI fecharam em alta nesta segunda-feira (10), acompanhando a alta dos rendimentos dos Treasuries no exterior, em meio à retomada da tensão entre Estados Unidos e Irã sobre o Estreito de Hormuz e à cautela do mercado antes de indicadores de inflação relevantes no Brasil e nos Estados Unidos ao longo da semana.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,82%, alta de 3 pontos-base ante o ajuste de 13,79% da sessão anterior.
Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 avançava a 14,505%, alta de 9 pontos-base ante o ajuste de 14,415%. O contrato de curto prazo para janeiro de 2027 subia a 13,75%, de 13,74% no ajuste anterior.
O avanço acompanhou a alta dos rendimentos dos Treasuries, com investidores se posicionando para os dados de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) desta semana nos Estados Unidos, que devem confirmar ou reverter o alívio dado pelo payroll fraco de julho às apostas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve em setembro.
O rendimento do Treasury de 10 anos -- referência global para decisões de investimento -- avançava mais de 5 pontos-base, a 4,704%, enquanto o título de 30 anos subia mais de 4 pontos-base, a 5,248%, e o de dois anos ganhava mais de 4 pontos-base, a 4,242%, com o petróleo subindo em meio à incerteza sobre um acordo entre EUA e Irã para reabrir o Estreito de Hormuz.
No Brasil, o mercado também aguarda a divulgação da ata do Copom e do IPCA de julho na terça-feira, que devem ajudar a calibrar a aposta em novo corte da Selic na reunião de setembro.
“Os mercados de juros e moedas globais estão reagindo principalmente à esticada dos preços de petróleo, na ausência de indicadores relevantes na agenda macroeconômica”, disse Lais Costa, analista da Empiricus Research.
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