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Lucro da STMicroelectronics frustra projeções do mercado e ações desabam 14%
Resumo:Os resultados decepcionaram os investidores que apostavam em uma recuperação mais rápida da fabricante franco-italiana de chips
23 Jul (Reuters) – A STMicroelectronics divulgou nesta quinta-feira um lucro operacional no segundo trimestre abaixo das expectativas do mercado e previu uma receita no terceiro trimestre ligeiramente abaixo das estimativas dos analistas, o que levou suas ações a uma queda de 14%.
Os resultados decepcionaram os investidores que apostavam em uma recuperação mais rápida da fabricante franco-italiana de chips, após uma prolongada desaceleração em seus mercados automotivo e industrial. Mesmo com a queda desta quinta-feira, as ações ainda registram alta de mais de 110% neste ano.
A STMicro previu receita no terceiro trimestre de US$3,70 bilhões, com variação de mais ou menos 3,5%, contra a estimativa média dos analistas de US$3,72 bilhões, de acordo com dados da LSEG.
Analistas da Jefferies afirmaram que a previsão de receita para o terceiro trimestre ficou aquém das expectativas “talvez devido a um ritmo mais lento de lançamento do iPhone 18”, embora a previsão de margem bruta mais sólida e as perspectivas para o quarto trimestre apontem para um 2027 melhor do que o esperado.
O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do segundo trimestre ficou em US$679 milhões, bem abaixo das expectativas do mercado, de US$797,7 milhões.
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Esses resultados ofuscaram a receita acima do previsto no segundo trimestre e as perspectivas otimistas da administração para data centers relacionados à IA e comunicações via satélite em órbita terrestre baixa.
A empresa elevou sua meta de receita para centros de dados, afirmando que agora espera mais de US$1 bilhão em 2026 e bem acima de US$2 bilhões em 2027, partindo do pressuposto de que as tendências atuais de demanda e os compromissos com os clientes se mantenham.
Analistas do J.P. Morgan afirmaram que a STMicro “não fez o suficiente para impulsionar significativamente o preço das ações”, acrescentando que “o pré-anúncio em junho havia criado expectativas maiores” e que os investidores ainda precisavam ver mais evidências de melhora na margem bruta para se tornarem substancialmente mais otimistas.
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