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Ibovespa fecha acima dos 174 mil pontos com feriado nos EUA; dólar cai
Resumo:Na semana, índice de referência do mercado acionário brasileiro desceu 0,55% e o dólar caiu levemente 0,02%
Na semana, índice de referência do mercado acionário brasileiro desceu 0,55% e o dólar caiu levemente 0,02%
O Ibovespa avançou nesta sexta-feira (3), fechando acima dos 174 mil pontos pela primeira vez em cerca de um mês e assegurando a segunda semana consecutiva de alta, embora a liquidez no dia tenha sido reduzida em razão de feriado nos Estados Unidos.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,84%, a 174.247,45 pontos, acumulando um acréscimo de 0,55% na semana. Na máxima, chegou a 174.664,35 pontos, e do outro lado, na mínima, desceu a 172.790,39 pontos.
Embraer figurou entre os suportes positivos no dia, após dados de entrega de aviões no segundo trimestre, enquanto ISA Energia foi destaque negativo com potencial oferta de ações no radar.
Já o dólar fechou em baixa ante o real, acompanhando o viés negativo para a moeda norte-americana no exterior, ainda refletindo dados da véspera sobre o mercado de trabalho dos EUA.
O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,76%, aos R$ 5,1688. No acumulado da semana, a divisa mostrou estabilidade, com queda de apenas 0,02%.
Segundo Thiago Salomão, fundador e CEO do Market Makers, o grande evento da semana foi o payroll - relatório do mercado de trabalho dos EUA - divulgado ontem.
“A fraqueza na geração de vagas de emprego esvaziou apostas de alta de juros na próxima reunião do Fed. Isso é bom para esse momento de assimetria do Ibovespa”, diz.
Somado a essa avaliação a respeito do payroll, o petróleo na casa dos US$ 70 o barril reduz expectativas inflacionárias à frente, o que também pode permitir menos alta de juros nos EUA e mais cortes da Selic, sugere Salomão.
Divulgada nesta sexta, a produção industrial de maio recuou 0,2% na margem e subiu 0,2% na comparação com o quinto mês de 2025.
O resultado mensal contrariou a expectativa mediana de expansão de 0,2%. Em relação ao dado interanual, ficou mais perto do piso de -0,1%, que tinha teto positivo de 3,3%, com mediana em alta de 1,2%.
Os números podem reforçar o processo de desaceleração da atividade econômica brasileira, o que daria espaço para nova queda da Selic em 0,25 ponto porcentual no Copom (Comitê de Política Monetária) em agosto.
Conforme o Itaú Unibanco, após um resultado forte em abril, os dados de hoje sugerem alguma moderação para a indústria. No entanto, o banco diz esperar à frente que a produção manufatureira permaneça relativamente estável ao longo do restante do ano, em linha com o padrão observado em 2025.
*Com informações da Reuters e Agência Estado
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