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Juros futuros caem no Brasil após dados fracos da indústria em sessão sem Treasuries
Resumo:As taxas recuaram com o mercado fechado nos EUA e reagindo à produção industrial brasileira pior que o esperado, que reforçou as apostas de novo corte na Selic em agosto
SÃO PAULO, 3 Jul (Reuters) – Sem a referência dos Treasuries em função de feriado nos EUA, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) fecharam a sexta-feira com baixas, em um dia de correção ante as fortes altas da véspera e de dados abaixo do esperado da produção industrial brasileira.
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,105%, com baixa de 13 pontos-base ante o ajuste de 14,239% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,41%, com queda de 8 pontos-base ante o ajuste de 14,485%.
No acumulado da semana, o DI para janeiro de 2028 cedeu 5 pontos-base e o DI para janeiro de 2035 teve alta de 8 pontos-base, em um movimento de leve inclinação da curva.
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O feriado antecipado do Dia da Independência manteve o mercado de Treasuries fechado nos EUA nesta sexta-feira, o que reduziu a liquidez também no Brasil.
As taxas futuras se firmaram em baixa desde o início da sessão, em parte reagindo aos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A instituição informou que a produção industrial do Brasil caiu 0,2% em maio ante abril e avançou 0,2% na comparação com maio do ano passado.
Os resultados — piores que as projeções dos economistas em pesquisa da Reuters, de altas de 0,3% no mês e de 1,3% na base anual — reforçaram a percepção de que o Banco Central poderá cortar a Selic novamente em agosto, em 25 pontos-base. Atualmente a taxa básica está em 14,25%.
Além dos números da indústria, a curva brasileira refletiu certa correção em relação ao movimento da véspera, avaliou Santiago Schmitt, especialista em renda fixa da Manchester Investimentos.
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“A queda hoje é por conta do movimento de abertura (da curva brasileira) bastante forte ontem, em todos os vértices. Tivemos um ‘payroll’ fraco, que aliviou (na quinta-feira) a pressão no exterior quanto a um aumento de juros pelo Federal Reserve, mas no Brasil os (prêmios dos) DIs se mantiveram em alta”, pontuou Schmitt.
Na véspera, os dados do relatório ‘payroll’ sobre o mercado de trabalho dos EUA conduziram as baixas dos rendimentos dos Treasuries, mas as taxas dos DIs subiram no Brasil em meio a um leilão robusto de títulos do Tesouro e ao noticiário político. Nesta sexta-feira, a curva se ajustou em baixa.
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