简体中文
繁體中文
English
Pусский
日本語
ภาษาไทย
Tiếng Việt
Bahasa Indonesia
Español
हिन्दी
Filippiiniläinen
Français
Deutsch
Português
Türkçe
한국어
العربية
اردو
Juros futuros caem após Trump cancelar ataques ao Irã e falar em acordo
Resumo:O alívio geopolítico no exterior derrubou os rendimentos dos Treasuries e garantiu o forte recuo dos juros futuros no Brasil, mitigando o impacto de dados de serviços acima do esperado antes do IPCA
SÃO PAULO, 11 Jun (Reuters) – As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) fecharam a quinta-feira com fortes baixas, superiores a 40 pontos-base em vários vencimentos, após o presidente dos EUA, Donald Trump, cancelar ataques contra o Irã programados para a noite e afirmar que um acordo será assinado em breve.
O movimento acompanhou o recuo firme dos rendimentos dos Treasuries no exterior.
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,51%, em baixa de 40 pontos-base ante o ajuste de 14,906% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,325%, com queda de 40 pontos-base ante o ajuste de 14,728%.
Já pela manhã as taxas futuras exibiam perdas no Brasil, em meio a ajustes após as fortes altas das últimas semanas, com investidores também apostando em um possível acordo entre EUA e Irã.
Em reação, os rendimentos dos Treasuries aceleraram as perdas, assim como as taxas dos DIs. Este movimento se intensificou perto do fim da sessão regular, depois de Trump afirmar que os EUA fizeram “um ótimo acordo” com o Irã e que a assinatura ocorrerá em breve.
“Tem um pouco de ajuste em função da alta mais recente, porque é impossível não haver algum tipo de excesso (na curva brasileira)”, comentou o analista Matheus Spiess, da Empiricus Research, ao justificar o recuo das taxas dos DIs.
O recuo ocorreu a despeito de, pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar que o volume de serviços no país aumentou 1,2% em abril ante março, acima da expectativa em pesquisa da Reuters, de alta de 0,6%, após queda de 1,1% em março. Em relação a abril de 2025, houve alta de 1,9%, contra projeção de 0,9%.
O resultado do setor de serviços é mais um dado que reforça as preocupações sobre o controle da inflação no Brasil. Desde 29 de maio, na esteira do resultado robusto do Produto Interno Bruto (PIB) e de outros indicadores divulgados posteriormente, instituições financeiras vêm alterando para cima suas projeções para a inflação e a Selic.
Neste cenário, a curva a termo segue embutindo apostas de que o Banco Central poderá elevar no segundo semestre a Selic, hoje em 14,50%, na esteira da deterioração das expectativas do mercado.
Para o encontro deste mês do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, as apostas majoritárias são de manutenção da Selic, mesmo que boa parte do mercado ainda veja espaço para um último corte de 25 pontos-base.
Banco Mundial reduz previsão de crescimento global para 2,5% por guerra
O banco reduziu as previsões para dois terços dos países como resultado da guerra
“O divisor de águas será amanhã, com o IPCA”, pontuou Spiess, destacando a divulgação do índice oficial de inflação de maio. “Se o IPCA for ruim, o Banco Central vai refletir e parar (os cortes da Selic) já nesta reunião (de junho).”
No exterior, às 16h37, após Trump falar sobre o acordo com o Irã, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– despencava 9 pontos-base, a 4,449%.
Isenção de responsabilidade:
Os pontos de vista expressos neste artigo representam a opinião pessoal do autor e não constituem conselhos de investimento da plataforma. A plataforma não garante a veracidade, completude ou actualidade da informação contida neste artigo e não é responsável por quaisquer perdas resultantes da utilização ou confiança na informação contida neste artigo.

