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Chanceler da Alemanha promete planos de reforma para impulsionar economia
Resumo:Friedrich Merz cobrou urgência para aprovar o pacote de medidas antes do recesso parlamentar, alertando para o fechamento de empresas, e rejeitou a ampliação da dívida comum europeia
BERLIM, 11 Jun (Reuters) – O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou nesta quinta-feira que seu governo pretende chegar a um acordo nas próximas semanas sobre reformas para fortalecer a economia, enquanto se empenha em finalizar os principais pontos com os parceiros da coalizão antes do recesso do Parlamento no mês que vem.
Os líderes da coalizão de Merz se reuniram com representantes do mundo empresarial e dos sindicatos na chancelaria na quarta-feira para discutir reformas em áreas como a redução da burocracia. Grupos empresariais vinham pressionando por um cronograma concreto antes da reunião.
“Sabemos que o tempo é essencial. Todos os dias, ainda se perdem empregos na indústria. Todos os dias, empresas em nosso país estão fechando as portas devido a custos excessivos e, acima de tudo, à pesada carga burocrática”, disse ele ao Parlamento.
“Nosso objetivo é continuar a desenvolver e apresentar nossas propostas para as tarefas de reforma nas próximas semanas e meses”, disse ele em um discurso abrangente sobre as prioridades do governo antes da cúpula da União Europeia na próxima semana em Bruxelas.
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Além de reiterar o apoio da Alemanha à Ucrânia, que, segundo ele, pertence à UE “a longo prazo”, ele repetiu os pedidos para que a Europa avance mais rapidamente na desregulamentação para ajudar as empresas, afirmando que as medidas teriam de ser iniciadas até o próximo ano, no máximo.
Ele também rejeitou uma dívida comum da UE maior, afirmando que o endividamento excessivo ameaça a soberania nacional.
Merz, que está muito atrás nas pesquisas de opinião em relação ao partido de extrema direita AfD, tem enfrentado dificuldades para aprovar um amplo pacote de reformas nos sistemas tributário, de previdência social, de saúde e de aposentadorias que, segundo ele, são necessárias para reanimar a economia alemã.
(Reportagem de Ludwig Burger, Linda Pasquini e Andreas Rinke)
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