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Dólar em Leve Queda com Mercado de Olho na Nvidia; Euro e Libra Ensaiam Reação
Resumo:O mercado cambial inicia esta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, em um clima de cautela e expectativa, com o dólar americano (USD) apresentando um ligeiro recuo frente a uma cesta de moedas. O Índice Dólar (DXY) opera em queda de 0,1%, cotado a 97,707, refletindo a ansiedade dos investidores antes da divulgação dos resultados trimestrais da gigante de semicondutores Nvidia (NVDA) , previstos para após o fechamento de Wall Street. No Brasil, o dólar comercial abriu o dia cotado a R$ 5,15 às 8h07, mantendo-se próximo das mínimas recentes e consolidando o movimento de desvalorização da moeda americana frente ao real observado nas últimas semanas. A combinação de incertezas sobre a política tarifária de Trump, dados de inflação europeia no radar e o evento de risco da Nvidia cria um cenário de volatilidade controlada, mas com potencial para movimentos mais expressivos dependendo dos desdobramentos.

Data: 25 de Fevereiro de 2026
O mercado cambial inicia esta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, em um clima de cautela e expectativa, com o dólar americano (USD) apresentando um ligeiro recuo frente a uma cesta de moedas. O Índice Dólar (DXY) opera em queda de 0,1%, cotado a 97,707, refletindo a ansiedade dos investidores antes da divulgação dos resultados trimestrais da gigante de semicondutores Nvidia (NVDA) , previstos para após o fechamento de Wall Street. No Brasil, o dólar comercial abriu o dia cotado a R$ 5,15 às 8h07, mantendo-se próximo das mínimas recentes e consolidando o movimento de desvalorização da moeda americana frente ao real observado nas últimas semanas. A combinação de incertezas sobre a política tarifária de Trump, dados de inflação europeia no radar e o evento de risco da Nvidia cria um cenário de volatilidade controlada, mas com potencial para movimentos mais expressivos dependendo dos desdobramentos.
O Foco do Dia: Resultados da Nvidia e o Sentimento de Risco Global
A grande protagonista desta quarta-feira não é uma autoridade monetária ou um dado macroeconômico tradicional, mas sim a gigante de tecnologia Nvidia. A empresa, que se tornou o símbolo máximo da corrida pela inteligência artificial (IA) , divulga seus resultados trimestrais após o fechamento do mercado, e o evento tem implicações que transcendem o setor de tecnologia, alcançando o mercado de câmbio global.
A análise do ING, citada no documento, resume com precisão o sentimento do mercado: “A Nvidia provavelmente precisará superar o consenso e oferecer projeções fortes para fornecer uma garantia significativa”. O banco holandês alerta que, neste estágio, “os riscos de queda para o sentimento de risco global de um resultado abaixo do esperado parecem maiores do que o potencial de alta de um resultado acima”. Em outras palavras, o mercado está posicionado para o sucesso da Nvidia. Qualquer sinal de fraqueza pode desencadear uma avaliação de risco negativa generalizada, afetando negativamente moedas ligadas ao apetite por risco, como o dólar australiano (AUD) e o real brasileiro (BRL) . Por outro lado, um resultado espetacular poderia dar novo fôlego ao rali de tecnologia e, por consequência, sustentar moedas de maior risco.
O ING também observa uma correlação importante: “Sentimos que isso é menos provável, e que o dólar continuará a respeitar sua correlação um tanto reduzida -- mas ainda negativa -- com as ações americanas”. Isso significa que, em um cenário de queda das bolsas pós-Nvidia, o dólar pode se fortalecer como ativo de refúgio (safe haven) , enquanto um rali das ações pode pressionar a moeda americana para baixo.
Dólar Real: Estabilidade nas Mínimas em Meio a Fluxo Positivo
No mercado doméstico, o dólar comercial abriu o dia cotado a R$ 5,15, um patamar que, se sustentado, representa o menor nível em quase dois anos. A moeda americana acumula uma desvalorização expressiva frente ao real em 2026, impulsionada por uma combinação de fatores externos e internos.
No cenário externo, a fraqueza generalizada do dólar persiste, alimentada pela percepção de que o ciclo de aperto monetário do Federal Reserve (Fed) chegou ao fim e que os cortes de juros podem começar ainda este ano. A confusão em torno da política tarifária de Donald Trump – com a entrada em vigor de uma tarifa global de 10% e a ameaça de aumento para 15% – também adiciona um prêmio de risco negativo à moeda americana, à medida que investidores questionam a previsibilidade da política econômica dos EUA.
No front doméstico, o diferencial de juros continua a ser o grande trunfo do real. Com a Selic em 15% ao ano, o Brasil oferece um dos retornos mais atraentes do mundo para operações de carry trade, atraindo fluxos de capital estrangeiro que pressionam o dólar para baixo. A entrada desses recursos, combinada com um cenário político relativamente estável no curto prazo, tem sustentado a valorização do real. A atenção dos investidores, no entanto, permanece voltada para as eleições de outubro, que podem trazer maior volatilidade cambial à medida que se aproximam.
EUR/USD: Euro Testa Resistência com Inflação Europeia no Radar
O par EUR/USD opera em leve alta de 0,2%, cotado a 1,1792, refletindo um misto de fatores. A moeda única recebeu algum suporte de dados mostrando que a economia alemã cresceu 0,3% no quarto trimestre de 2025, uma melhora em relação ao crescimento estável do trimestre anterior. No entanto, os ganhos são modestos, com o mercado à espera dos dados de inflação (CPI) da Zona do Euro, que serão divulgados na sexta-feira.
As expectativas apontam para uma desaceleração da inflação anual de 2,0% para 1,7% em janeiro. Um número dentro do esperado reforçaria a narrativa de que o Banco Central Europeu (BCE) não tem pressa em cortar juros, o que poderia dar algum suporte ao euro. No entanto, analistas do ING observam que as “preocupações sobre riscos de concentração nos EUA permanecem bastante vívidas e provavelmente continuarão encorajando compras nas quedas de EUR/USD”. O banco vê o suporte de 1,1750-60 como um nível crucial a ser mantido no curto prazo.
A análise técnica de Crispus Nyaga para o EUR/USD aponta para um cenário neutro no curto prazo. O par permanece em um canal de alta, mas osciladores como o PPO (Percentage Price Oscillator) e o RSI (Relative Strength Index) perderam força. Um movimento abaixo da média móvel de 50 dias poderia abrir caminho para uma queda em direção a 1,1600. Por outro lado, a manutenção do suporte atual pode preparar o terreno para um novo teste de 1,2000.
GBP/USD: Libra Ensaiada por Inflação de Serviços e Dúvidas sobre o BoE
A libra esterlina (GBP) também apresenta uma ligeira recuperação, com o par GBP/USD subindo 0,2% para 1,3521. O movimento ocorre após o governador do Banco da Inglaterra (BoE) , Andrew Bailey, sinalizar que, embora um corte de juros em março seja uma possibilidade, a inflação de preços de serviços – um indicador acompanhado de perto pela autoridade monetária – não caiu tanto quanto o esperado. Esta declaração adiciona incerteza sobre o ritmo do afrouxamento monetário no Reino Unido.
Bailey votou com uma maioria de 5 a 4 no Comitê de Política Monetária para manter as taxas de juros no início do mês, evidenciando a divisão dentro do comitê. Para a libra, um BoE mais hesitante em cortar juros é, em tese, positivo, pois mantém o diferencial de juros relativamente favorável. No entanto, a fragilidade dos dados econômicos britânicos recentes limita o potencial de alta da moeda. O par permanece em um território tecnicamente delicado, testando a região de suporte em torno de 1,3500.
USD/JPY: Iene Enfraquecido por Resistência Política a Novos Aumentos de Juros
O iene japonês (JPY) continua a ser uma das moedas mais fracas entre os pares principais. O par USD/JPY opera em alta de 0,1%, cotado a 156,00, próximo de uma máxima de duas semanas. A pressão sobre o iene vem de relatos de que a primeira-ministra Sanae Takaichi expressou preocupações sobre novos aumentos nas taxas de juros durante uma reunião com o governador do Banco do Japão (BoJ) , Kazuo Ueda.
Estes relatos alimentaram especulações de que a resistência política pode restringir o caminho de aperto monetário do BoJ, que recentemente havia dado sinais de que poderia normalizar gradualmente sua política. Quanto mais tempo o BoJ mantiver sua postura ultraflexível, maior o diferencial de juros em relação a outras economias, como os EUA, e mais fraco tende a ser o iene. O par USD/JPY parece destinado a testar novamente a resistência em 158,00, com o suporte imediato na região de 152,00.
AUD/USD: Dólar Australiano Dispara com Inflação Acima do Esperado
O dólar australiano (AUD) é o grande destaque positivo do dia, com o par AUD/USD disparando 0,7% para 0,7106. O rali foi desencadeado por dados de inflação mais fortes do que o esperado. O CPI geral da Austrália subiu 3,8% em janeiro na comparação anual, inalterado em relação a dezembro, mas acima das previsões do mercado. Mais importante, a inflação básica média aparada (trimmed mean), a medida preferida pelo Reserve Bank of Australia (RBA) , subiu para 3,4% , seu nível mais alto em mais de um ano.
Este número acendeu um alerta nos mercados, que rapidamente aumentaram as apostas em um novo aumento de juros pelo RBA já em maio. Diferentemente de outros bancos centrais que estão discutindo cortes, o RBA pode ser forçado a apertar ainda mais a política monetária para conter a inflação persistente. Este cenário é extremamente favorável ao dólar australiano, que se beneficia do aumento do diferencial de juros e da percepção de uma economia mais aquecida.
Petróleo e Geopolítica: O Prêmio de Risco do Oriente Médio
Fora do câmbio, o petróleo continua a ser um ativo a ser monitorado de perto. Os preços da commodity oscilam perto de máximas de sete meses, com o WTI cotado próximo a US$ 66,00. O principal driver continua sendo a tensão geopolítica no Oriente Médio. O presidente Trump, em seu discurso sobre o Estado da União, reiterou sua posição dura em relação ao Irã, afirmando que não permitirá que o país tenha uma arma nuclear. A terceira rodada de negociações entre EUA e Irã ocorre esta semana, e o mercado permanece em alerta para um possível conflito militar que poderia interromper o fornecimento de petróleo da região.
Do lado da oferta, os dados do API (American Petroleum Institute) mostraram um aumento nos estoques de petróleo de 11,43 milhões de barris na semana passada, um número que, em circunstâncias normais, pressionaria os preços para baixo. No entanto, o prêmio de risco geopolítico está, por enquanto, ofuscando os fundamentos de oferta e demanda. A análise técnica aponta que, enquanto o petróleo se mantiver acima da linha de tendência de alta, o próximo alvo é o nível psicológico de US$ 70,00. Um rompimento abaixo de US$ 65,00 poderia abrir espaço para uma correção mais profunda.
Conclusão: Uma Quarta-Feira de Expectativa e Posicionamento
A sessão de 25 de fevereiro de 2026 é um dia de expectativa e posicionamento nos mercados globais. O dólar opera em leve queda, refletindo a ansiedade pré-Nvidia, enquanto moedas como o euro e a libra ensaiam reações baseadas em dados locais e declarações de autoridades. O grande destaque do dia é o dólar australiano, impulsionado por uma inflação teimosa que pode forçar o RBA a um novo aperto.
Para o investidor, a mensagem é clara:
- Fique de olho na Nvidia: O resultado da gigante de tecnologia tem o potencial de ditar o apetite por risco global nos próximos dias, influenciando moedas como o real e o dólar australiano.
- Monitore a inflação europeia: Os dados de CPI de sexta-feira podem dar novas pistas sobre o ritmo do afrouxamento monetário do BCE e influenciar a trajetória do euro.
- Acompanhe as tensões no Oriente Médio: Qualquer escalada no conflito entre EUA e Irã pode ter um impacto imediato nos preços do petróleo e, por tabela, em moedas de países produtores, como o dólar canadense (CAD) .
- No Brasil, aproveite a calmaria com cautela: O dólar a R$ 5,15 é um patamar atraente para quem precisa da moeda, mas a aproximação das eleições adiciona uma camada de risco que pode trazer volatilidade de volta ao câmbio nos próximos meses.
Em resumo, esta é uma quarta-feira para observar, aguardar e se preparar. Os dados de hoje podem não mover agulhas sozinhos, mas estão construindo o cenário para movimentos mais significativos nos próximos dias.

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