简体中文
繁體中文
English
Pусский
日本語
ภาษาไทย
Tiếng Việt
Bahasa Indonesia
Español
हिन्दी
Filippiiniläinen
Français
Deutsch
Português
Türkçe
한국어
العربية
Fed abre espaço para BC brasileiro "um pouco mais dovish", diz Itaú
Resumo:A sinalização de política monetária do Federal Reserve nesta quarta-feira abre espaço para um Banco Central brasileiro "um pouco mais dovish" na margem, disse Roberto Prado, economista do Itaú Unibanco responsável pela anális
SÃO PAULO (Reuters) - A sinalização de política monetária do Federal Reserve nesta quarta-feira abre espaço para um Banco Central brasileiro “um pouco mais dovish” na margem, disse Roberto Prado, economista do Itaú Unibanco responsável pela análise de economias desenvolvidas e com foco em Estados Unidos.
“É uma restrição a menos para o BC conduzir sua própria política monetária de acordo com suas premissas”, afirmou Prado, para quem os comentários do Fed e do chairman da instituição, Jerome Powell, sobre meta de inflação e cautela com o balanço da instituição deram argumentos para o mercado interpretar a comunicação como “um pouco mais dovish” (inclinada a uma política monetária afrouxada).
O Federal Reserve manteve as taxas de juros estáveis entre 1,50% e 1,75% nesta quarta-feira, em sua primeira reunião de política monetária do ano, com as autoridades apontando um crescimento econômico moderado e um mercado de trabalho “forte” nos Estados Unidos.
Uma política monetária afrouxada nos Estados Unidos tende a estimular migração de capital para outros mercados, como o Brasil, o que pode baixar o preço do dólar, reduzir prêmios de risco e diminuir eventuais pressões inflacionárias, abrindo espaço também para corte de juros por aqui.
Enquanto Powell falava, o índice do dólar contra uma cesta de moedas foi às mínimas. No Brasil, o dólar à vista desacelerou muito moderadamente a alta, para na sequência voltar a ganhar força e fechar na máxima em dois meses.
“Isso indica que o real está reagindo a outros fatores para além do Fed”, disse Prado.
O real tem o pior desempenho entre as principais moedas no acumulado de janeiro, período em que o mercado voltou a elevar fichas em mais cortes de juros pelo Banco Central brasileiro.
Analistas têm afirmado que o movimento de depreciação do real está relacionado à perda de atratividade da moeda como ativo, entre outros fatores, por causa do retorno “extra” oferecido pela renda fixa brasileira em comparação a seus pares, na esteira dos cortes da Selic a sucessivas mínimas recordes.
O BC brasileiro anuncia sua decisão de juros na próxima quarta-feira, dia 5 de fevereiro. Parte do mercado considera a probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para um novo piso histórico de 4,25%. A Selic está atualmente em 4,50% ao ano.
A projeção oficial do Itaú é que o BC reduza a Selic em 0,25 ponto na próxima semana e também em março, com o juro básico da economia encerrando este ano em nova mínima recorde de 4%.
Isenção de responsabilidade:
Os pontos de vista expressos neste artigo representam a opinião pessoal do autor e não constituem conselhos de investimento da plataforma. A plataforma não garante a veracidade, completude ou actualidade da informação contida neste artigo e não é responsável por quaisquer perdas resultantes da utilização ou confiança na informação contida neste artigo.
