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Ibovespa recua após máxima recorde, mas segue ao redor de 114 mil pontos
Resumo:A bolsa paulista mostrava alguma fraqueza nesta quinta-feira, após novas máximas na véspera, mas com o Ibovespa ainda ao redor dos 114 mil pontos, em meio a um quadro relativamente tranquilo nas p
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista mostrava alguma fraqueza nesta quinta-feira, após novas máximas na véspera, mas com o Ibovespa ainda ao redor dos 114 mil pontos, em meio a um quadro relativamente tranquilo nas praças externas e com perspectivas favoráveis para o Brasil.
Às 11:22, o Ibovespa .BVSP caía 0,51 %, a 113.730,81 pontos. O volume financeiro somava X bilhões de reais.
Profissionais têm citado que faltam catalisadores relevantes à bolsa brasileira, mas que as expectativas para a economia no próximo ano tendem a sustentar o ambiente benigno no pregão nos últimos dias de 2019 e atenuar movimentos de realização de lucros.
Para a equipe da Guide Investimentos, a defesa de uma nova CPMF pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, pode gerar algum desconforto, mas, na visão dos analistas, não será o suficiente para atrapalhar o bom desempenho do mercado doméstico.
Guedes afirmou na noite de quarta-feira que o imposto sobre transações é “inescapável” num contexto de desoneração da folha de pagamento das empresas.
Em outra frente, o Banco Central melhorou sua projeção de crescimento do PIB no próximo ano (+2,2%), enquanto reiterou estimativas para o IPCA nos próximos três anos abaixo do centro da meta de inflação.
Na visão da equipe da corretora Safra, o relatório sustenta a visão da casa de que cabem mais cortes nos juros. A taxa Selic em mínimas recordes tem sido um dos principais suportes para o desempenho positivo das ações brasileiras.
Entre os destaques no exterior, Donald Trump se tornou na noite de quarta-feira o terceiro presidente dos Estados Unidos a ter um impeachment aprovado pela Câmara dos Deputados ao ser formalmente acusado pela Casa de abuso de poder e obstrução do Congresso, em uma votação histórica que vai acirrar as tensões partidárias em um país profundamente dividido.
Os profissionais da Guide, contudo, avaliam que a notícia não deve repercutir nos mercados no momento por não ter implicações na prática. “Evento já precificado, com o processo sendo apenas monitorado pelo mercado por enquanto.”
DESTAQUES
- COGNA ON (COGN3.SA) cedia 3,78%, entre as maiores quedas, tendo no radar renúncia do diretor de relações com investidores, além de eleição do vice-presidente financeiro para a diretoria financeira da Cogna e Saber, conforme fato relevante. No setor, YDUQS ON (YDUQ3.SA) recuava 0,77%.
- MARFRIG ON (MRFG3.SA) caía 3,71%, dando continuidade às perdas dos últimos dois pregões, após precificar na terça-feira oferta de ações a 10 reais por papel.
- ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4.SA) perdia 0,79%, pesando no Ibovespa, enquanto BANCO DO BRASIL ON (BBAS3.SA) recuava 0,81%, SANTANDER BRASIL ON (SANB11.SA) caía 0,50%, BTG PACTUAL ON (BPAC11.SA) cedia 0,86% e BRADESCO PN (BBDC4.SA) perdia 0,03%.
- PETROBRAS PN (PETR4.SA) valorizava-se 0,10%, com o noticiário envolvendo a empresa incluindo aprovação de juros sobre capital próprio de 2,35 bilhões de reais e decisão do conselho de buscar alternativas para a área Comperj após cancelamento de projeto com a chinesa CNPC.
- VALE ON (VALE3.SA) subia 0,02%, tendo de pano de fundo a alta dos preços futuros do minério de ferro na China. No setor de mineração e siderurgia, GERDAU PN (GGBR4.SA) subia 1,51%.
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